
O tão propagandeado voo da LATAM Brasil ligando Recife a Petrolina, anunciado em abril de 2025 pelo então ministro pernambucano dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, acabou se transformando em mais uma promessa que não saiu do papel — e ninguém sabe dizer até quando.
Naquela ocasião, com ampla divulgação e a presença de políticos estaduais, o plano era que a rota inédita entre a capital pernambucana e a principal cidade do Sertão do São Francisco começasse a operar ainda em 2025, com três frequências semanais, conforme anunciado pela companhia aérea.
O objetivo declarado era atender uma demanda antiga da população pernambucana por mais conectividade aérea entre essas regiões — um potencial estímulo ao turismo, ao comércio e ao desenvolvimento regional. No entanto, até hoje a rota sequer foi registrada no Sistema de Registro de Operações da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), sistema pelo qual toda companhia aérea deve informar seus voos programados para as próximas temporadas.
Até o momento, a LATAM se limita a dizer que não comenta a situação, sem dar qualquer previsão de quando ou se a operação será de fato implementada.
Enquanto isso, a cidade de Petrolina segue operando apenas com o voo da Azul partindo de Guarulhos, e a expectativa por uma rota direta com Recife permanece apenas no discurso, longe de se tornar realidade.